DESCERREM AS PORTAS: COVID-19, COPACABANA-03/20

AS FOTOS ABAIXO foram todas feitas pelo autor e responsável por este blog, H.X.F.

Notícias – Lápide de um coelho morto no séc XIX

RETIRADO DO SÍTIO Portal do Animal – ACESSEM

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Homem encontra lápide no meio de floresta com uma linda mensagem escrita

Em uma caminhada pela floresta na Inglaterra há alguns anos, o fotógrafo Sid Saunders quase tropeçou após sair do caminho de terra para evitar uma poça.

Saunders achou que ele tinha batido o pé em uma pedra enorme – mas quando ele deu uma olhada mais de perto, percebeu que era algo mais. Se tratava de uma minúscula lápide coberta de musgo que mal se via por detrás das folhas caídas.

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Local de (violenta) Memória – Marielle e Anderson

Galeria

Esta galeria contém 31 imagens.

As fotos foram tiradas uma semana após o bárbaro assassinato. O muro em questão é do Hospital da Polícia Civil do Rio de Janeiro, no Estácio. El País 15 MAR 2018 – 20:37 CET Marielle Franco, vereadora do PSOL, é … Continuar lendo

Gato desaparecido na Urca – 2014

https://tinyurl.com/yapd72cu (link para a postagem original)

Natal de 2014. Rio de Janeiro. Urca. Houve um sumiço. Como em todas as histórias que o mundo produz, corpo insepulto, corpo esperançoso: o retorno de uma ausência. Mas e quando acaba a esperança? Angústia e especulações. E dependendo da conclusão, raiva, dor e desejo de vingança.

Sugiro Acompanhar pela ordem. Mais ainda, as imagens podem ser melhor apreciadas clicando no link acima.

Atualmente a praça encontra-se sem os traços deste acontecimento.

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Fragmentos I

No dia 06 de março de 2018, enquanto dirigia-me para a lanchonete, com a fome por uma esfiha de carne como principal motivador, vi, na rua Amoroso Lima, no lado onde encontra-se o prédio dos correios, papéis rasgados grosseiramente e atirados ao léu. Aquilo chamou minha atenção. Foi quando resolvi deter o olhar e capturar com a câmera o momento.

E assim, em rápida observação, percebi que ao menos tres tipos de papéis estavam ali: uma certidão, um título de eleitor e uma carta. Um dos fragmentos dessa carta continha palavra muito utilizada no meio jurídico.

Segui meu caminho. No retorno, frustrado por não ter comido o salgado, tirei mais algumas fotos. E no outro extremo, na quina imunda do prédio, um qualquer estava deitado: como dar-lhe o nome de mendigo? Teria sido ele quem picotou os papéis?

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Apresentação

Em tempos de filósofos pop-stars, pensar por si parece um certo privilégio. Poderia-se até incorrer no risco/ofensa de que, os graduados em filosofia, tivessem por opção a escolha de ser um personal thinker, essa figura que após analisar os anseios de outrem, lhes daria um discurso pronto, elaborado, com possibilidades de acréscimos (ou updates). Querendo ou não é um fenômeno social, podendo ser interpretado como sintoma, índice… as possibilidades são muitas e suas consequencias, idem.

Mas ocorre esse deslocamento, o de que há um profissional do saber que lida com conceitos, pensa neles, os desenvolve e amplia, e para eles muitas das dúvidas e grandes questões são arremessadas, atiradas, jogadas. Na área cultural não é diferente.

Nossa proposta, com isso, é muito simples: buscar elementos que ao longo de mais de 2500 anos foram pensados/meditados e colaborar de alguma forma com a Cultura, assim, em maiúsculas, na sua especificidade patrimonial e, espera-se, brasileira. Se definir cultura já é por si problemático, ainda maior é definir brasileiro, este ‘híbrido’, mestiço, sem tradição inventada (HOBSBAWM) com uma coerência interna (espaço diegético?) que promova o traço identitário entre os habitantes locais.

Pretende-se a co-laboração, onde na comunidade dos graduados e graduandos em filosofia, os laços se fortaleçam e finalmente uma filosofia brasileira seja alcançada e alçada a patrimônio nacional ou, no processo decolonialista, um autêntico pensamento brasileiro se firme mais e mais.

O problema do patrimônio cultural poderia ficar restrito a uma mera observação de campo da disciplina psicologia social, pois afinal, que luto é esse, que passado é esse, que não passa ou cessa de presentificar-se? Mais ainda, divide-se em natural e cultural; se cultural, em material e imaterial (ou tangível e intangível); onde o que-fazer com ele tem-se duas opções: manter ou destruir. Em se mantendo, preservá-lo ou restaurá-lo; em restaurá-lo, corre-se o risco de falso histórico por usar elementos que à época em que o patrimônio (no caso, material) foi feito, outra era a tecnologia. O assunto é vasto e cheio de minúcias e pormenores.

O assunto perpassa por historiadores da arte, arquitetos, sociólogos e antropólogos que se valem, necessariamente, do conhecimento proporcionado pela filosofia, mas sempre puxando a brasa pra sua sardinha. Melhor dizendo, puxando a sardinha pra sua brasa!

No link adiante, um mapa mental de possíveis conceitos e suas relações:

Proposta de conceitos e suas relações – mapa mental

Entrevista – Domenico de Masi

RETIRADO DA PÁGINA: Istoé

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Entrevista

DOMENICO DE MASI

A desorientação é o maior mal do nosso tempo

Celso Masson – Edição 24.03.2017 – nº 2467

Professor de sociologia na Universidade La Sapienza, em Roma, o italiano Domenico de Masi, 79 anos, ficou conhecido pelo conceito de “ócio criativo”, em que trabalho, aprendizado e prazer se combinam para gerar desenvolvimento econômico com justiça social. Seu mais recente livro, “Alfabeto da Sociedade Desorientada” (Objetiva), que chega ao Brasil esta semana, procura traduzir o que ele chama de “rota da aventura humana pós-industrial”: um caminho que a humanidade vem percorrendo sem uma referência sociológica que substitua as ideologias e crenças tradicionais que serviram como reguladoras das relações sociais. Nesta entrevista a ISTOÉ, ele afirma que a sociedade se tornou incapaz de distinguir “o que é belo e o que é feio, o que é verdadeiro e o que é falso, o que é bom e o que é ruim, o que é direita e o que é esquerda e até o que é vivo e o que é morto”. Diz ainda que a inteligência artificial poderá resolver problemas incompreendidos pelo ser humano e faz comparações entre a Itália da operação Mãos Limpas e o Brasil da Lava Jato.